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Expedição Beach Show encara dois swells clássicos nas Ilhas Maldivas

Surf trip formada por free surfers e dois atletas profissionais encontra ondas perfeitas e novas experiências na pérola do Oceano Índico.

Por Redação Beach Show30 de junho de 2026 7 min
Expedição Beach Show encara dois swells clássicos nas Ilhas Maldivas

Expedição Beach Show / Travel S.A. foi contemplada com 2 swells clássicos no paraíso das Ilhas Maldivas.

A busca pela onda perfeita é o motor que impulsiona inúmeros free surfers ao redor do mundo a conhecer lugares e ondas incríveis! E no Ceará não poderia ser diferente. Na realidade, temos uma tradição de grandes free surfers que já viajaram milhares de vezes aos principais spots do planeta.

Nessa expedição, saíram de Fortaleza o casal de free surfers Rafael Mineirão e Régia Pontes, o jovem instigado Rafael Aquiles, Dr. Márcio Barata, o longboarder Aleksei Oliveira, o big rider kids José Lucas da Paz, de apenas 09 anos de idade, acompanhado por mim, seu pai e comandante da barca, Mardônio Paz Filho, e da minha amada, a free surfer Aline Fontoura. Em Guarulhos-SP encontramos a outra parte da barca, a galera casca-grossa da Praia Grande, litoral paulista, composta pelos experientes surfistas profissionais Flávio Nakagima e Ricardinho Ferreira e os free surfers Feliciano Cleomar "Papa" e seu filho, Claudinho Feliciano. Após todo o grupo reunido, recebemos as boas-vindas, ainda no aeroporto, do CEO da Travel S.A., Felipe Mastrocinque, com um relatório de previsão de altas ondas para as próximas duas semanas.

Ondas de padrão internacional nas Maldivas
Ondas de padrão internacional nas Maldivas

Seguimos em um voo transcontinental, atravessando o Oceano Atlântico e toda a África, até o Oriente Médio, no Catar. A chegada no Catar é aquele choque cultural da religião muçulmana, muito ouro, muita luxúria, as mulheres vestidas de burcas e os Sheikes vestidos com os seus vistosos turbantes. Em seguida, embarcamos para Malé, capital das Ilhas Maldivas, e o nosso destino já estava à vista, pois seu aeroporto fica às margens do Oceano Índico.

Ao desembarcarmos fomos recepcionados pelo Ali, fotógrafo e guia local. Os barcos já ficam colados no aeroporto, bem ao lado do terminal do desembarque. É algo surreal desembarcar já avistando e sentindo o cheiro do mar. Ao chegarmos, embarcamos no imponente e luxuoso iate "Princess Haleema" e fomos nos acomodar e tomar aquele café da manhã.

Caída inicial — Jails Reef Break

Bateu uma canseira e fui deitar um pouco. Pra minha surpresa, uma parte da galera foi pra água, no pico de Jails Reef Break, dar a caída de estreia: meu filho José Lucas, Rafael Mineirão, Rafael Aquiles, Aleksei e a galera da Praia Grande. Surfaram altas ondas logo na chegada, com 04 a 06 pés nas maiores da série. O "Big Rider Kids" José Lucas fez jus à fama e surfou a primeira onda da trip, deixando toda a galera impressionada com sua coragem em ir para o mar sem a minha presença e ainda botar pra baixo com atitude de gente grande. Naka e Ricardinho fizeram a mala e deram show, evidenciando o atual alto nível do surf profissional brasileiro. Os free surfers também pegaram altas ondas e voltaram de cabeça feita, porém bem preocupados com um fato: Rafael Aquiles foi arremessado para o final da bancada, precisando sair caminhando pela ilha até ser resgatado pelo nosso barco. Maldivas é assim, muita adrenalina!

A barca Beach Show em ação nas Maldivas
A barca Beach Show em ação nas Maldivas

Baixa na trip: Papa Cleomar de pé cortado!

Isso mesmo. Logo na primeira caída, Cleomar Feliciano, nosso querido e instigado "Papa", bolou em uma onda da série com outro surfista e foi atingido pela quilha da prancha em seu tornozelo, ficando gravemente lesionado — o que custou uma longa recuperação e praticamente o restante da trip sem poder surfar. Esperávamos que a recuperação fosse rápida, mas o corte inflamou bastante e teve que ser suturado com doze pontos no hospital da Ilha de Jails.

Mar épico em Sultans — 6 a 8 pés com forte vento terral!

Nossa segunda caída foi um verdadeiro presente na trip: ondas épicas quebraram pesadas e perfeitas na bancada do pico dos Sultões das Maldivas. Foram ondas incríveis surfadas pela nossa barca e por quem teve a sorte de estar presente nesse mar clássico. Ricardinho Ferreira e Naka deram novamente um show de surf. No dia seguinte, claro que repetimos a dose e surfamos Sultans novamente, pois ainda estávamos adrenalizados com tudo aquilo que tínhamos vivenciado. O mar havia baixado, mas ainda tinha altas ondas, com 3 a 5 pés nas maiores da série. Aline Fontoura entrou no mar para sentir a pressão das ondas oceânicas que não paravam de bombar. Em uma de suas investidas ela se chocou com o surfista local Wayan e teve o bico de sua prancha bruscamente quebrado. Claudinho Feliciano protagonizou um dos melhores momentos desta session, surfando a maior onda do dia. E Luquinha dropou no pico, no meio do crowd, passou por toda a bancada e foi aplaudido por todos — muito bonito ver a atitude e a coragem de um garoto de apenas 09 anos estreando dessa forma em sua primeira trip internacional.

Line-up perfeito no Oceano Índico
Line-up perfeito no Oceano Índico

Ondas perfeitas, surf e diversão em Ninjas

No dia seguinte fomos surfar em Ninjas. As meninas adoraram: uma onda bem soft, que quebra em cima de uma bancada de corais mais profunda e de forma bem mais suave. Foi só diversão! Quem surfou se deparou com ondas de até 1 metro perfeitas e alinhadas, abrindo por cerca de 100m de extensão. Um momento top da nossa trip, até para quebrar toda aquela carga excessiva de adrenalina que havíamos vivido nos dias iniciais.

Chickens funcionando a todo vapor

Para variar um pouco, surfamos a primeira esquerda de nossa expedição. E nada mal ter "Chickens" no cardápio. As ondas variavam de 04 a 06 pés, uma verdadeira máquina de ondas que bombava sem parar, com séries que eu mesmo contei de até 9 ondas consecutivas. Essa sessão foi memorável! As Ilhas Maldivas têm um potencial incrível: águas quentes e cristalinas e ondas de padrão internacional. Chickens, sem sombra de dúvidas, é uma delas.

Tubes cristalinos e alinhados nos atóis das Maldivas
Tubes cristalinos e alinhados nos atóis das Maldivas

Meu niver nas Maldivas, 4.4 turbo nitro

E qual presente poderia ser melhor que celebrar mais um ciclo de vida rodeado de grandes amigos e surfando altas ondas nas paradisíacas Ilhas Maldivas? Foi assim o meu dia neste paraíso: duas sessões de surf, uma em Ninjas e outra em Chickens, mar bombando ondas de 3 a 5 pés sem parar, todos felizes, e um pôr do sol espetacular visto de cima do barco de apoio na volta da sessão. À noite teve bolo surpresa ofertado pela Travel S.A., resenha do Luquinha e um vídeo produzido pela minha amada Aline Fontoura, com momentos da nossa trip e depoimentos de todos. Foi uma data muito especial e só tenho gratidão a todos que estavam presentes.

Desbravando o Atol Sul e o surf em Quarters

Essa sessão foi um surf diferenciado, com ondas bem menores do que já tínhamos surfado. Fomos conhecer esse atol e aproveitamos para surfar as ondas de Quarters, que fica em frente a um resort de luxo daqueles que vemos em filmes e revistas. O "Papa" voltou pra água, já bem melhor do machucado, e surfou de joelhos para não correr o risco de magoar o tornozelo — puro espírito Soul Surf. Aleksei botou seu longboard pra andar bonito, Régia Pontes e Aline Fontoura se deleitaram em suas ondas, e o final de tarde foi espetacular.

Cokes, a pérola da Ilha da Coca-Cola

Nossa despedida das Ilhas Maldivas foi em grande estilo. Surfamos a famosa onda de Cokes, onde fica a fábrica da Coca-Cola que deu origem ao nome do pico no cenário internacional do surf, e nos deparamos com uma das melhores sessões da trip. A onda é fantástica, tubular e longa. Ricardinho, Naka e Claudinho foram os primeiros a cair na água e voltaram premiados com altas ondas de extrema qualidade. Em seguida o restante da barca foi pro pico e surfamos até a exaustão para nos despedirmos desse verdadeiro templo sagrado do surf mundial.

Sessão clássica de despedida nas Maldivas
Sessão clássica de despedida nas Maldivas

As Ilhas Maldivas são exatamente tudo isso: ondas incríveis, perfeitas, fortes, tubulares e cristalinas, uma natureza exuberante e ilhas que parecem desenhadas à mão. Para finalizar, quero agradecer ao Staff Travel Maldivas, que nos tratou com muita atenção durante toda a expedição: Abdulla, Rubel, Shipon, Kawsar, Rasel e Nadheem, todos de Bangladesh. Nos vemos na próxima temporada, se Deus quiser.

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Perguntas frequentes

Onde ficam as Ilhas Maldivas e por que são famosas no surf?

No Oceano Índico, ao sul da Índia. São famosas por ondas de padrão internacional, quentes, cristalinas e tubulares, quase sempre surfadas a partir de barcos em surf trips.

Qual a melhor época para surfar nas Maldivas?

A temporada de swell mais consistente vai de março a outubro, com pico entre junho e agosto, quando os swells do sul chegam com mais força.

Precisa ser surfista profissional para ir?

Não. Há picos para todos os níveis, de ondas suaves como Ninjas a pesadas como Sultans e Jails. O ideal é ir com guia e barco de apoio.

Por Mardônio Paz Filho

Publicado em 30 de junho de 2026 por Redação Beach Show